Bullying
April 15th, 2011 by KaxorroAlguém também acredita que se este termo não tivesse começado a ser difundido no Brasil o massacre de Realengo talvez não tivesse acontecido?
Bullying tá na moda. Virou desculpa.
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Alguém também acredita que se este termo não tivesse começado a ser difundido no Brasil o massacre de Realengo talvez não tivesse acontecido?
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Imaginem a seguinte cena. Você terminou um relatório complicado, cheio de gráficos, tabelas e informações estratégicas. Imprimiu, grampeou e foi entregar ao seu chefe. Ele pega os papéis, dá uma folheada, e; tranquilamente, abre o cinto, abaixa a calça, a cueca, agacha e defeca bem em cima do seu relatório cuidadosamente preparado.
Foi assim que eu me senti hoje, ao entrar no banheiro da empresa, logo após a saída da faxineira.
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Depois de ouvir a versão do duo Pouca Vogal (who?) para She came in through the bathroom window, um clássico dos Beatles, eu me convenci de que certos detalhes que para a maioria das pessoas passam batidos são capazes de estragar uma música pra mim. Explicando:
O inglês do Humberto Gessinger é péssimo, assim como o de seu companheiro Duca Leindecker. É tosco mesmo, de horrorizar. E ao ouvir a música pela primeira vez, BANG: o maldito inglês fudido não saiu da minha cabeça.
À caralha com a parte instrumental, com o arranjo diferente. Eu não consigo mais prestar atenção em nada da música!
Tá, eu nunca gostei de Engenheiros do Hawaii (ou Havaí, sei lá). Confesso que fui a um show dos caras, tá certo que eu tinha 15 anos. Fui mais pra ouvir Autoramas (banda de abertura) e Rádio Pirata do RPM do que qualquer outra coisa. E tenho uma certa ojeriza do vocalista gremista.
Pra mim não passa de um
Gessinger, favor acabar com as poucas vogais que ainda restam. De quebra, suspenda as consoantes também. Como diria nosso grande camarada Perninha, Xiu aê, amg.
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Pegue um cubo mágico embaralhado. Depois pegue um cubo mágico resolvido.
Faça o que está resolvido ficar exatamente como está o embaralhado.
Se alguém conseguir, mande um vídeo com o feito pra gente!
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Antes-de-ontem (como é a forma certa de escrever isso?), na capa do Estado de Minas, tinha uma gravura dos olhos da Elizabeth Taylor, com a seguinte frase abaixo:
É preciso pegar a vida entre as mãos e espremê-la como um limão.
O que me mostrou que a sua maior contribuição para o mundo – em 79 anos de vida – foi mesmo os seus belos olhos azuis; o que não é pouca coisa.
Bom, eu nem ia escrever sobre isso, pois há algum tempo desisti de surfar nos hypes do momento, mas hoje li a seguinte pérola de humor involuntário:
Prefiro a merda, que na sua honestidade aduba a terra.
Recomendo enfaticamente o blog Classe Média Sofre, com inúmeras anedotas desse tipo.
E pra finalizar, seguindo um conselho dado por Nizan Guanaes em uma palestra, vou facilitar a vida do meu improvável biógrafo e registrar aqui a frase pela qual quero ser lembrado quando morrer:
Sou um barco à vela, e remo mesmo assim.
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Andar faz bem pro meu cérebro. O balançar dos passos vai sacudindo levemente a minha cabeça; e, com ela, as minhas ideias, fazendo-as se rearranjarem de formas interessantes.
Sendo assim, costumo ter vários insights, criar várias histórias, frases espirituosas e wits ao andar. O problema é que olho pro lado e me distraio com um prédio feio que vejo ou com a cara de paspalho do senhor que vai ali adiante e acabo esquecendo o que tava se formando na minha cabeça.
A boa notícia é que, algum tempo depois, dando uma repassada displicente pelo armário empoeirado e cheio de traças da minha mente, acabo encontrando uma ou outra ideia esquecida no bolso do casaco do meu cérebro. E sempre que isso acontece é um grande regozijo e fecho os olhos bem apertado e dou soquinhos no ar em comemoração. É melhor que achar dinheiro. Se eu pudesse, esqueceria a ideia novamente, apenas pra sentir essa alegria outra vez. Mas a má notícia é que se por algum motivo eu não a registro nesse momento, estará perdida pra sempre.
É chato lembrar que esqueci uma boa frase ou tema pra um conto; mas sempre tenho a fé, talvez injustificada, de que ideia é igual biscoito, vai uma vem oito.
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O pequeno rapaz chega em casa. Ofegante, corado e levemente despenteado; veio correndo da escola, pra contar a novidade.
- Papai, papai! Tirei dez na prova de Estudos Sociais!
O pai levanta os olhos do jornal, olha para o filho e diz, sério:
- Você fez um bom trabalho hoje, parabéns. Agora suba para o seu quarto e pense em tudo que fez para obter sucesso, avalie suas qualidades; pense em formas de reforçá-las. Reveja seus atos para garantir que as coisas boas continuem acontecendo.
- Tá bom, pai.
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Lá vai o sujeito de óculos novamente. Entra sorrateiro na biblioteca, vai direto pra estante onde sabe ter deixado, no dia anterior, aquele livro pelo qual está apaixonado. Ele não podia suportar a saudade.
Encontra-o exatamente onde o havia deixado. Seu coração acelera um pouco. Abre, cheira, lê.
Sim; aquele sujeito de óculos, acanhado, magrinho, está tendo um orgasmo intelectual. Talvez muito mais intenso que qualquer um que você tenha tido, físico ou não.
Pois é, ele.
E você que o achava um ser assexuado… Se enganou.
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Outro dia, no telejornal, eu vi um caminhão cegonha caído em uma estrada, como um dinossauro agonizante. Fiquei matutando. Se um caminhão de balas jujuba tomba na rodovia, normalmente as pessoas vão saqueá-lo como formigas. Seria interessante ver pessoas saqueando um caminhão cegonha. Segurando os carros com os braços pra cima, fazendo um grande esforço e tal. Ou mesmo saindo dirigindo e o jornal fazendo aquela visão aérea, mostrando vários carros cantando pneu e disparando em diversas direções, deixando uma fumacinha branca e cheiro de borracha queimada pra trás.
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Chega uma mulher, numa sex shop, e aponta para a prateleira.
- Quero aquele vibrador ali.
A vendedora retruca:
- Esse aqui? Modelo japonês de 5 centímetros?
- Esse mesmo – diz a mulher.
- Temos outras opções, modelos maiores, mais grossos… Não tem interesse?
- Não, obrigada, quero esse mesmo.
- Bom, tudo bem então. Se isso te serve de consolo…
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