Tropa de elite
October 5th, 2007 by Kaxorro- Guarda! Guarda! Aquele homem roubou minha bolsa!
O guarda olhou enquanto ela apontava trêmula para um homem que corria descalço pela rua.
- A senhora tem certeza?
- Claro que tenho! Eu ainda tentei segui-lo, quando vi o senhor. Por favor, vá atrás dele moço, ele está sumindo.
- Sim, sim, mas antes a senhora deve estar respondendo algumas perguntas. Aquela bolsa era sua mesmo?
- O senhor está brincando comigo?
- Não senhora, senhora, mas nós, homens da lei, devemos estar seguindo algumas regras que fazem parte do processo da captura do meliante como um todo. A bolsa tinha algo de valor?
- Meu Deus! A bolsa era uma Louis Vuitton!!!! E minha vida inteira está la dentro!
- Olha senhora, duvido muito, uma vida não cabe em uma bolsa.
O homem já dobrara a esquina.
- …
- Vamos fazer o seguinte… Vou estar estabelecendo contato com a central e acionando a unidade móvel. Eu sou uma unidade imóvel, não posso deixar este posto policial.
- Anda logo então, porra!
- Como é, senhora?
- Por favor, senhor.
- Hm. Atenção. Central. Unidade imóvel chamando. Meliante-bolsa-senhora. – e se virando para a moça – Como é o nome da bolsa?
- É a marca. Louis Vuitton.
- LuÃs Vitão. LuÃs Vitão. Rua Palacete, dobrando à direita na rua Cintra. Acionar unidades móveis. Câmbio – silêncio – O quê? Certo, câmbio.
Ele desliga o rádio e volta à sua posição, olhando para o nada.
- … E então?
- Ah, senhora, infelizmente para a sua ocorrência o atendimento móvel não é permitido.
- COMO É?
- Eu não terminei. O atendimento móvel não é permitido, salvo algumas exceções.
- Quais?
- A senhora faz parte de algum partido polÃtico de grande porte?
- Não.
- Trabalha na rede Globo?
- Não.
- Tem renda maior que vinte e cinco mil reais?
- Não mesmo.
- Então lamento, senhora. Não poderei estar acionando as unidades móveis.
- Eu deveria ter perseguido o ladrão.
- Era o melhor a se fazer, senhora. Nós, da polÃcia, estamos aqui para proteger e servir. Nada além disso.
Comenta aÃ, fiote.