September 1st, 2008Buraco errado!

E lá está o idiota, todo feliz, tocando numa festa de formatura, alegria. Era minha turma original de computação da faculdade, e eu, infelizmente não estava formando. Mas enfim, tiveram uma certa consideração e me chamaram pra tocar no churrasco final deles.

Maravilha!

Cerveja rolando, guloseimas, música… É isso aí! E mulher! Enquanto eu estava tocando, não parava de trocar olhares com uma mocinha. “Vou partir pra cima”, pensei.

Não deu outra.

Fim do show, fui conversar com a moça… É caixa! Beijos pra lá, beijos pra cá, e muita encheção de saco dos amigos…

- Vamos para um quarto? – Propus.

- Claro! – Mal acreditei!

Dois minutos depois, estávamos num quarto, numa beijação desembolada.

Eu em cima dela, ela meio que hesitando… Mas eu tentando até o fim! Quando ela estava cedendo, quando ela estava com a mão no… Sabem, né?

A mão lá.

A porta se abre como numa explosão, e uma voz irrompe, chamando minha amante: “fulana, vamos embora! Sicrana caiu no buraco!!!”

Contexto: a casa onde estava ocorrendo a festa se encontrava sob reforma, e havia um buraco aberto perto da piscina. Buraco gigante, para qualquer um ver. Menos a IDIOTA da amiga da minha amante da noite.

Hospital, punheta.

Uma pena.

Uma coisa boa que pode-se tirar de um outro domingo solitário em casa o dia inteiro, é que pode-se fazer coisas úteis que nunca antes se teve tempo para fazê-las. Ou se teve o tempo, gastou-o de outras formas (ficando bêbado ou fazendo sexo).

Uma dessas coisas que eu sempre quis fazer mas nunca fiz é assistir aos filmes do Quentin Tarantino.

Não sou cinéfilo nem nada, mas curto um filme bacana, e odeio quando meus amigos comentam de mil filmes que eu nunca vi. Outra coisa que me fez querer conhecer melhor o Tarantino é um vídeo que eu vi há algum tempo no Youtube, o “Tarantino’s Mind“. Uma conversa entre Selton Mello e Sêo Jorge, sobre uma teoria de que todos os filmes escritos e dirigidos pelo cara seriam na verdade um só, e que se entreligavam através de detalhes que passam despercebidos pelos mais incautos.

Como eu já tinha visto Kill Bill volumes 1 e 2 ainda quando morava no Brasil, por algum motivio idiota resolvi seguir a filmografia de trás pra frente. Baixei o tal do o tal do Pulp Fiction, que diziam ser um sacrilégio eu não ter visto até hoje. Assisti, e realmente o achei o estilo do cara bem interessante. Acabei de ver “Reservoir Dogs” (”Cães de Aluguel” na tradução) quando percebi que pulei “From Dusk Till Dawn” (”Um Drink no Inferno” blablabla) então foda-se a cronologia.

De qualquer forma, agora só espero que os filhos da mãe do Kaxorro e do el_Poland comentem de Tarantino nas mesas de buteco que nos aguardam mês que vem, quando dou uma passada pelo meu Brasil.

Outra coisa que faço nesse momento é baixar a discografia do Queens of the Stone Age (a banda cujo baixista entrou pelado no palco do Rock in Rio III e foi tirado de lá pela polícia). É uma banda que sempre quis conhecer. Mas a velha preguiça me impedia. Coincidência é que uma das músicas que mais gostei deles até agora é a “No One Knows“, música essa que conta com a participação do Dave Grohl dos Foo Fighters na bateria. Coincidência porque eu gosto de fufáites para caraleo e vou no show deles em Milwaukee, sexta agora, sozinho.


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Haha… que confusão que arrumei nesse post.

Whatever. :)

August 23rd, 2008Dominguinho

Costumávamos ser 6 brasileiros trabalhando aqui em Rockford. Viemos juntos, pela mesma empresa. Porém, todo mundo voltou e ficou só eu e mais um. E esse um é paulista e morava no RJ, ou seja, urbano nato… Resultado: Não tolera essa cidade pacata e todo fim de semana se refugia em Chicago, algumas milhas distante daqui.


Rockford por sharpietime

Chicago por Daniel Meyer

Então geralmente eu fico sozinho por aqui, pois viajar todo fim de semana é um saco.
Domingo passado, acordei, e ainda meio sonolento constatei que não havia nada pra comer. Falha clássica de quem ainda tá se acostumando a morar sozinho.

A fome, misturando-se à deprê de um msn despovoado… Resolvi sair de casa pra almoçar e fazer compras pra semana. Não necessariamente nessa ordem. Aliás, essa era a ordem ideal, mas, organizado que sou, saí fazendo tudo na medida que ia lembrando.

Melbourne Steak

Melbourne Steak, por churl

Como a fome era negra, fui ao Outback e comi um steak maior que a minha cara. Ok, problema número 1 resolvido.

Aproveitei estar perto do Wal-Mart e fui fazer as tais compras da semana (cerveja, red bull e comida congelada. :) )

Saindo de lá, lembrei que tinha que comprar umas tranqueiras… jogos e pilhas pros controles do Nintendo Wii, cabo pra ligar o notebook na TV, essas coisas.

Foi aí que eu protagonizei uma das cenas mais cômicas da história do circuito de câmeras de segurança do Best Buy, acredito eu. Já até me imagino voltando lá na próxima vez, escutando cochichos e risadas alheias. Hehe. ODEIO essa sensação. Isso rende um post depois.

Prontos pra rir de mim. (por andrewdailey)

Prontos pra rir de mim. (por andrewdailey)

Passeando pelos corredores dos videogames, vi um conjunto com 2 baterias recarregáveis e 1 recarregador dos controles do Wii. Fiquei numa indecisão do capeta se valia a pena gastar 30 dolares naquilo… ai eu ficava olhando… pensando… Desistia, e ia pra parte de pilhas… ficava olhando… pensando… resolvia comprar o carregador…

Quando me dei conta, já tinha ido e voltado umas 5 vezes. Muito idiota.

Acabei comprando pilhas.

Foi quando cheguei no carro, lembrei que tinha feito as compras antes, e os congelados que eu tinha comprado já estavam cozidos, no forno que o carro se tornou devido ao sol e ao calor do verão americano.

Voltei pra casa me sentindo o cara mais estúpido do mundo…

Hahaha.

:(

August 19th, 2008Boa ação

Eu devia ter uns 12 anos na época, e se hoje já sou devagar, imagina naquela idade. Eu estudava em um colégio que era gigantesco, e uma merda, cheio de boyzinhos e patyzinhas.

E eu lá, o idiota.

Nessa época eu queria ser boy, fazer sucesso com as franguinhas, ser o pegador do colégio. Querer nan é poder, né? Então eu sempre tava na merda: vivia apaixonado e não pegava ninguém.

Enfim, o ponto central do post não é esse.

Teve uma ação solidária que sempre tem em todo colégio, e eu fui ajudar. Na verdade a gente não tinha muita escolha, mas é sempre bom ajudar o próximo, mesmo que você nunca veja a cara do próximo, que era o que rolava. Mas enfim. A tia dividiu a turma em grupos, e cada grupo faria um tipo de doação.

Pro meu grupo, pipocas.

Sim, aquela do saco rosa, Aritana, com um He-man fajuto na capa. Quem disse que eu me liguei nesse fato?

No dia seguinte chega o IDIOTA aqui com um saco de pipoca de microondas. E o pior: pronta. Estourada. A sala inteira fedendo e eu tirando aquela merda da mochila. Todo mundo viu e riu, e eu me senti exatamente o que era: um tolete.

Um tolete em desenvolvimento, de alma boa o suficiente para ajudar o próximo com a melhor intenção possível.

August 19th, 2008Doeu no bolso

Bom, atualmente eu moro em Rockford, Illinois, EUA.

Uma cidade não tão pequena, mas pacata, perto da metrópole Chicago. Estou aqui a trabalho, e minha empresa banca casa, alguma comida, e um carro. Mamata né.

Eis que hoje a assessora do gerente de contratos da minha empresa me liga, e em meio a outros assuntos, surge:

“Temos que conversar sobre uma coisa meio chata.”

Na hora eu ja pensei em todas as merdas que pratiquei por aqui nesses 3 meses e meio, e ja tava me preparando pra arrumar as malas…

“Chegou uma multa para o carro. Avanço de sinal vermelho em Chicago.”

Aí eu me lembro da cena: Eu, marromenos sóbrio, e mais dois indivíduos bêbados às 5 da manhã, indo pra beira do lago Michigan pra estacionar o carro e dormir por ali mesmo, pra pegar uma “praia” no outro dia. A merda do sinal me resolve amarelar quando estou a 5 metros dele. Claro que dei aquela aceleradinha básica e passei por ele exatamente 1 segundo e 34 centésimos após ficar vermelho.

Flash Flash Flash!

Na hora imaginei estar de volta à boate da qual acabávamos de sair. E realmente, eu dancei. Rá.

“… e a multa é de 100 dólares. Vamos descontar, ok?”

Ok. Como se eu tivesse outra escolha.

Opa.

Assim como acontece com todo ser humano, minha vida sempre foi recheada de momentos ingloriosos e que me fizeram perder as esperanças - pelo menos por um tempo - de que um dia eu deixaria de me lascar. Como há de perceber-se, é um ledo engano, visto que não há ninguém nesse mundo que não se foda. Há de se convir que uns fodem-se mais que outros, claro. Outras vezes, uma pessoa que se dá mal várias vezes durante a vida se sai melhor do que uma que sempre se dá bem, mas um belo dia…

Bom, o fato é que na maioria das vezes as pequenas tragédias de nossas vidinhas acabam nos rendendo boas risadas no final das contas, e que chamá-las assim acaba sendo um exagero. O tal do “Deus escreve certo por linhas tortas” tá aí pra não me deixar mentir.

Rir da desgraça alheia acompanha a humanidade desde os tempos mais primórdios. Quem é que nunca se cagou de rir ao ver o próximo se dando mal. Claro que as pessoas que têm menos discrição passam maus bocados. As que não tem discrição nem vergonha na cara (como o caso de meu amigo e companheiro de outro blog, el_Poland), não se importam em rir escancaradamente quando vêem um cidadão escorregar numa rampa e sair rolando, ou ao ver as fotos de um irmão de um amigo que mais parece o Sloth.

Eu tive a idéia de criar isso aqui depois de perceber que cada dia eu tinha uma história diferente pra contar pra meus amigos, por email, e em 99% dessas eu me dava mal. E eles riam de volta. E acabava que eu pensava “isso daria um bom post”.

Meu objetivo agora não é usar esse blog pra ficar lamentando nada, muito menos pra me fazer de coitado. Muito menos ainda pra ganhar dinheiro. Quero pelo menos armazenar o que acontece comigo, pra no futuro eu saber o que era mesmo tragédia, e o que não era. Pensando bem, quem sabe até rir. Já que o que acontece na minha vida é mais cômico do que trágico. Grazadeus.

Eu acho que além de mim devem pintar outros idiotas postando por aqui de vez em quando. Provavelmente quando o centeúdo for pessoal demais e pastelão de menos para o público entediado.

Bom, é isso aí. Falei falei e não falei nada. Soei bem mais sério do que eu queria, e bem mais sério que o intuito desse humilde blog.

Foda-se.

Obrigado.


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